21 de jan. de 2012

Minha família 'diversidade'

Venho de uma família bastante heterogênea. Tenho parentes pobres e ricos, ultra conservadores e ultra liberais, evangélicos, pastores e ateus.  Minha madrinha e meu padrinho de batismo são homossexuais e agnósticos. Minha madrinha de crisma é hétero e religiosa fervorosa.

Todos tratam-se com cordialidade e na sua maioria tem bons sentimentos. Mas apesar desse bom caráter noto uma espécie de ‘pseudo-respeito’ ou preconceito por parte dos mais conservadores para com os mais ‘liberais’, digamos assim.

Falo em pseudo-respeito pois acredito que respeitar o outro não seja apenas “falar educadamente” com ele mas, sim, aceitar os seus direitos. É como aquela conhecida frase: “não tenho nada contra negros (ou gays ou ateus) mas nego-lhes o direito.” Sei que eu não preciso ser negra ou gay ou ateu ou deficiente físico para  conhecer e lutar por seus direitos. Reconheço todos os seres humanos como iguais em suas diferenças e não acredito que ninguém seja melhor ou pior do que o outro pelo simples fato de ser religioso ou hétero ou por não ter deficiência física, por exemplo.

Quando percebo pessoas boas, de boa índole e bom coração agindo dessa forma preconceituosa e achando normal que os direitos sejam apenas de alguns, lembro de uma frase que li uma vez na Internet: “Pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins. Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião.” Isso porque a única explicação para esse pensamento discriminatório são alguns dos ensinamentos vindos de certas religiões ou da bíblia.

É só uma constatação e um desabafo! (Pronto, falei!)

15 de jan. de 2012

Viagem Solitária

Recentemente li e recomendo o livro: Viagem Solitária de João W. Nery. É a história do primeiro transexual masculino a operar-se no Brasil.

 Mesmo já conhecendo o tema transexualidade e sabendo (superficialmente, claro!) de alguns casos é, somente quando se lê a história de João, com seus dramas, medos, desejos, lutas e conquistas que se é capaz de sentir um pouco do que seja, realmente, a transexualidade e o transexual e admirar sua coragem e sua determinação. Coragem em assumir sua essência, seu eu verdadeiro, autêntico e sua  determinação em lutar em prol de sua felicidade, de sua realização.

É enquanto se lê o livro que se é capaz de olhar para as pessoas e ver o ser humano antes de qualquer conceito. É muito difícil explicar o que senti mas talvez a frase dita no prefácio desse livro consiga expressar um pouco:  “Leiam-no e humanizem-se”