Quando iniciei minha participação em redes sociais, só adicionava pessoas que eu conhecia pessoalmente e, em raríssimas vezes, àqueles que conhecia apenas virtualmente. Aos poucos fui conhecendo opiniões, ideais e lutas diversos dos quais me identifiquei e abri espaço, cada vez maior, aos amigos virtuais.
Hoje, posso dizer, tenho muito mais desses amigos – dos quais eu conheço “apenas” suas idéias – e bem menos dos que eu conheço “apenas” pessoalmente. Um número ainda pequeno de amigos que conheço tanto suas lutas quanto pessoalmente.
Conheci, também, tantas vidas, tantas lutas, tantos modos de pensar e sentir, que antes quase não tinha contato, e me “apaixonei” por eles. Pessoas que lutam por uma sociedade mais justa através, não só de palavras mas, principalmente através de atos.
Percebi, ou melhor, confirmei o que já sabia que, justamente as pessoas que mais sofrem preconceito perante a sociedade são os que mais solidariedade demonstram ter para com o outro. Provavelmente por sentir na pele saibam melhor o que essa rejeição significa.
Mas não sou ingênua (só um pouquinho!) e sei que é fácil e, também, humano mostrar apenas ou principalmente o seu lado bom, positivo... ocultando seus defeitos. Em geral fazemos isso pois necessitamos ser amados e aceitos pelas pessoas. No fundo todos somos carentes. Mas com o tempo, com as conversas, etc, vamos percebendo o ponto fraco uns dos outros. Mas aí já temos um do outro a simpatia.
Agradeço aos meus amigos, virtuais ou não, por mostrar-me outros lados dessa nossa vida fazendo-me crescer como pessoa.

