28 de fev de 2012

Falácias

Em um mundo onde a informação não conhece fronteiras e chega tão rápida quanto o fato ocorrido é muito importante saber reconhecer quando um argumento pode ser verdadeiro ou  pode ser falso. Isso é importante pra garantir que o seu desejo, modo de pensar e agir seja autêntico. Muitas injustiças foram, são e ainda serão cometidas em função dessas falsas ou meias verdades. Pensar e decidir levando em conta sua própria reflexão não é algo fácil mas que pode ser desenvolvido se bem trabalhado.
“Para quem é professor, por exemplo, é mais importante levar seus alunos a entender como identificar falácias enunciadas por outros, e como não cometer uma falácia, do que ensinar uma grande quantidade de fatos a serem memorizados e logo esquecidos. Aquilo que o professor ensina aos seus alunos deveria ficar com eles até o fim dos seus dias, protegendo-os de políticos capciosos, vendedores oportunistas e de vizinhos intimidadores, desejosos de manipular o pensamento dos seus ouvintes, enganando-os com argumentos falsos ou desviados.” (2)
Descrição de tipos de falácias utilizadas paras manipular opiniões: (1)
“1. Argumentos “ad hominem”, expressão latina que significa “ao homem”. Acontece quando atacamos a pessoa que fala e não o argumento. Exemplo: “Você não vai acreditar na palavra de um negro, não é?!” ou “Fernando Henrique é um péssimo presidente. Também, o que você queria de um sociólogo?!”
2. Argumento de autoridade, tipo de argumento que se baseia na autoridade de quem fala e não na lógica. Exemplo: “Quem me disse que beber água faz mal foi o Sr.Luís, deputado federal, então só pode ser verdade.” ou “Se o pajé mandou não dar remédios às crianças e esperar os espíritos curarem elas, então é certo. O pajé não erra.”
3. Argumento das conseqüências adversas, tipo de argumento que tenta validar uma afirmação dizendo que seria impossível se ela não existisse.Exemplo: “Se não existisse um Deus tomando conta de tudo, isso aqui viraria uma bagunça!” ou “Se não matarmos esse bandido, os outros terão certeza da impunidade e a criminalidade vai aumentar muito!”
4. Apelo à ignorância, a afirmação de que qualquer coisa que não se provou ser falsa, é verdadeira, e vice-versa. Exemplo: “Ele não provou que é homem, então ele é homossexual.” ou “Ninguém conseguiu provar que não existe imortalidade, então, na verdade, somos todos imortais.”
5. Alegação especial, afirmação que recorre a conceitos que seriam inatingíveis para as pessoas comuns (freqüentemente usado para salvar um argumento em profundas dificuldades teóricas). Exemplo: “- Não consigo entender a reencarnação, porque há muito mais gente viva hoje, do que há 10.000 anos. / – Isso é porque você não entende a doutrina dos espíritos.” ou “Você não compreende a magia porque não é um iluminado.”
6. Petição de princípio (também chamada de Supor a Resposta), é quando se faz uma pergunta direcionada para obter determinada resposta específica. Exemplo: “Você não acha que essa estória é falsa?” ou “No meu lugar você não faria a mesma coisa?”
7. Seleção das observações (também chamada de enumeração das circunstâncias favoráveis), Francis Bacon definiu essa falácia como “Contar os acertos e esquecer os fracassos.” Exemplo: “O brasileiro é bom de plano econômico, veja quanto tempo o Real deu certo.” (Esqueceu de mencionar os casos em que não durou nem uma semana, como cruzado, cruzado II, cruzeiro real etc.)
8. Estatística dos números pequenos, falácia parecida com a anterior, mas só que usa números estatísticos de forma errônea. Exemplo: “Dizem que no planeta Terra, em cada cinco habitantes, um é chinês. Que estupidez! Conheço mais de cem pessoas e nenhuma delas é chinesa!”
9. Compreensão errônea da natureza estatística é quando se pega uma estatística e se interpreta livremente, sem compromisso com a realidade. 10.Incoerência tomar certa atitude para certos casos, e outra para outros.
11. “Non Sequitur expressão latina que significa “não se segue”. Dizer uma coisa que não tem nada a ver com outra. Exemplo: “O América vai ganhar esse jogo por que Deus é grande!” ou “Nosso país é muito rico, por isso temos inflação.”  
12. “Post Hoc, Ergo Propter Hoc expressão latina que significa “se aconteceu depois de um fato, foi causado por ele”. Exemplo: “Você notou que o El Niño só fez aquele estrago todo depois que o Fernando Henrique se elegeu. Esse cara causa todos os males.” ou “Depois que você disse que estava tudo errado, tudo começou a dar errado na minha vida.”
13. Pergunta sem sentido, pergunta que traz em si uma incoerência. Exemplo: “O que aconteceria se uma força irresistível atuasse sobre um corpo imóvel?” (Se uma força é irresistível, nenhum corpo está imóvel) ou “Você entende que Deus criou o demônio para exercer mais controle sobre os humanos?”
14. Exclusão do meio-termo ou dicotomia falsa, argumento que só considera os dois extremos entre várias possibilidades. Exemplo: “Se você não está do meu lado, está contra mim!” ou “ou você acredita em Deus, Jesus Cristo, em todos os santos, na infalibilidade do Papa ou você é um ateu!” 15.Curto Prazo versus Longo Prazo subconjunto da falácia anterior, mas muito comum. Exemplo: “Não podemos investir mais em educação porque o problema da violência precisa de solução mais imediata.”
16. Declive escorregadio, caso em que se aceitamos um meio termo, ele necessariamente conduzirá a algum extremo. Exemplo: “Se você deixar o aluno ir fazer xixi uma vez, ele vai acabar querendo ir toda hora e aí vai virar bagunça.” ou “Na hora em que começarem a permitir o uso de armas pequenas, logo todos terão armas enormes.”
17. Confusão de correlação e causa argumento em que uma coincidência estatística, é entendida como causa. Exemplo: “Mais de 50% dos homossexuais têm curso superior, conclui-se que estudar transforma a pessoa em homossexual.”
18. Espantalho, argumento que ridiculariza uma posição intelectual para facilitar o ataque. Exemplo: “Não posso apoiar alguém que se diz filho de macacos!” (para ridicularizar o Darwinismo).
19. Evidência suprimida ou meia verdade, o mesmo que apresentar uma evidência escondendo alguns detalhes que a invalidariam. Exemplo: “Este bairro está muito violento, só ontem morreram duas pessoas.” (ele só não disse que as duas morreram de causas naturais).
20. Palavras equívocas, utilizar eufemismos, ou seja, outras palavras “enfeitadas” para designar conceitos desagradáveis cujas verdadeiras palavras tenham conotação negativa. Exemplo: “A ONU mandou uma força de paz para aquele lugar” (sabemos o que é uma força de paz, é um pequeno exército armado até os dentes) ou quando o comandante fala para o soldado: “Precisamos manter a ordem, pode cuidar dos sem-terra.”

Fontes consultadas:
1.       http://emeric.wordpress.com/2007/06/29/argumentos-falaciosos/                                                           

23 de fev de 2012

Meus Amigos Virtuais


Quando iniciei minha participação em redes sociais, só adicionava pessoas que eu conhecia pessoalmente e, em raríssimas vezes, àqueles que conhecia apenas virtualmente. Aos poucos fui conhecendo opiniões, ideais e lutas diversos dos quais me identifiquei e abri espaço, cada vez maior, aos amigos virtuais.

Hoje, posso dizer, tenho muito mais desses amigos – dos quais eu conheço “apenas” suas idéias – e bem menos dos que eu conheço “apenas” pessoalmente. Um número ainda pequeno de amigos que conheço tanto suas lutas quanto pessoalmente.

Conheci, também, tantas vidas, tantas lutas, tantos modos de pensar e sentir, que antes quase não tinha contato, e me “apaixonei” por eles. Pessoas que lutam por uma sociedade mais justa através, não só de palavras mas, principalmente através de atos.

Percebi, ou melhor, confirmei o que já sabia que, justamente as pessoas que mais sofrem preconceito perante a sociedade são os que mais solidariedade demonstram ter para com o outro. Provavelmente por sentir na pele saibam melhor o que essa rejeição significa.

Mas não sou ingênua (só um pouquinho!) e sei que é fácil e, também, humano mostrar apenas ou principalmente o seu lado bom, positivo... ocultando seus defeitos. Em geral fazemos isso pois necessitamos ser amados e aceitos pelas pessoas. No fundo todos somos carentes. Mas com o tempo, com as conversas, etc, vamos percebendo o ponto fraco uns dos outros. Mas aí já temos um do outro a simpatia.

Agradeço aos meus amigos, virtuais ou não, por mostrar-me outros lados dessa nossa vida fazendo-me crescer como pessoa.

17 de fev de 2012

O Poder da Comunicação

          A comunicação faz a realidade, isto é, uma coisa passa a existir no momento em que é noticiada. Se ela não for divulgada para a maioria das pessoas "deixa de existir', embora continue acontecendo.

      Se os que possuem os meios de comunicação resolverem não dizer nada sobre determinado assunto, essa realidade deixa de existir para a maioria das pessoas. A força de um meio de comunicação está, muitas vezes, mais no silenciar do que no comunicar. É certo dizer que quem tem a comunicação tem o poder pois, a comunicação faz a realidade do cidadão. Os que tem a comunicação definem os outros.

Os meios de comunicação social são, também, os principais transformadores de cultura de um país. Ao assistirmos um filme ou novela, por exemplo, além do enredo tem também o ‘pano de fundo’ que mostra um tipo de moradia, uma maneira de comer, de falar, de vestir, de relacionar-se... e é esse pano de fundo que fica na mente, no inconsciente. Aos poucos e, sem dar-se conta, a mudança dos padrões culturais vai ocorrendo.

As notícias são a parte mais importante na formação da opinião pública. Elas vão direto à mente das pessoas, constituindo a realidade, a verdade, os fatos e os acontecimentos.

Precisamos ter um espírito crítico muito desenvolvido para não nos deixarmos embrulhar e nem deixar que as notícias façam ‘nossa cabeça’. A preservação da liberdade de uma pessoa está diretamente relacionada à maneira como ela se comporta em relação às notícias que recebe.

5 de fev de 2012

“Corrente do Bem”

Encontrei esse vídeo na Internet - simples mas profundo - e faço questão de compartilha-lo, também, em  meu Blog. É um vídeo que mostra como uma gentileza provoca satisfação e surpresa a quem a recebe, ao mesmo tempo em que tal atitude o contagia formando, assim, um círculo vicioso (vício do bem, é claro!). 


´
Compartilhem também!!!